Doutor da Igreja e um dos santos mais populares do catolicismo, Santo Antônio de Pádua é muito mais do que uma figura devocional: é um exemplo vivo de discipulado e de pregação do Evangelho com profundidade e ardor.
Nascido em Lisboa, Portugal, em uma família nobre, recebeu o nome de Fernando. Ainda jovem, ingressou no mosteiro agostiniano de São Vicente, movido pelo desejo de buscar uma vida de santidade diante da decadência moral da sociedade. Dedicou-se com afinco aos estudos teológicos e foi ordenado sacerdote por volta de 1220. No mesmo ano, ingressou na Ordem dos Frades Menores, adotando o nome de Antônio.
Com notável dom da pregação e vasto conhecimento das Escrituras, Santo Antônio tornou-se missionário, pregador e o primeiro professor de teologia da Ordem Franciscana. Seus sermões, especialmente proferidos em Pádua, marcaram época pela eloquência e profundidade espiritual, sendo reconhecidos como importantes obras da literatura religiosa. Faleceu em 13 de junho de 1231, uma sexta-feira, data que se tornou o dia litúrgico de sua memória. Desde então, sua fama de santidade e intercessão se espalhou por todo o mundo. Santo Aníbal Maria Di Francia recomendava recorrer a Santo Antônio não apenas para graças imediatas e necessidades materiais, mas sobretudo para a salvação das almas: “O milagre dos milagres é a contínua, imensa conquista de almas que ele opera”.
No Santuário Santo Aníbal Maria Di Francia, a tradição mantém-se viva com a bênção dos pães de Santo Antônio todo dia 13 de cada mês, além das orações especiais em sua honra, rezadas nas terças-feiras — dia tradicionalmente dedicado ao santo.