Com Santo Antônio: 75 Anos de Devoção e Graças no Santuário de Santo Aníbal
Na Solenidade de 13 de junho, fiéis participaram da bênção dos pães e puderam venerar de perto a relíquia de Santo Antônio, trazida ao Brasil pelos primeiros Rogacionistas há 75 anos.
15.06.2025 - 16:56:00 | 2 minutos de leitura

No último dia 13 de junho, o Santuário de Santo Aníbal Maria Di Francia celebrou com grande fervor a Solenidade de Santo Antônio de Pádua. A data, marcada por forte devoção popular, contou com uma programação especial que reuniu centenas de fiéis em um clima de fé, tradição e gratidão.
Pela manhã, a Santa Missa foi celebrada com a tradicional bênção dos pães, símbolo do cuidado do Santo com os pobres e necessitados. À noite, às 18h30, ocorreu a Missa Solene, presidida pelo reitor do Santuário, padre Silas, e marcada por um momento singular: a exposição da relíquia de Santo Antônio, que normalmente permanece protegida em seu nicho ao longo do ano. De forma extraordinária, a relíquia foi retirada de seu local habitual e apresentada à comunidade, que pôde se aproximar, tocar e venerar esse importante testemunho da fé. Um gesto que emocionou os devotos e reacendeu a memória de um vínculo que ultrapassa fronteiras.
Essa relíquia tem grande valor espiritual e histórico. Trata-se de uma partícula da veste com a qual Santo Antônio foi sepultado — portanto, uma relíquia de primeiro e segundo grau. Ela chegou ao Brasil em 1950, trazida pelos primeiros missionários Rogacionistas que desembarcaram em Passos, tornando-se um sinal da proteção e da confiança desde os primeiros passos da missão no Brasil. O documento de autenticidade foi emitido em 18 de setembro de 1950 por Dom Girolamo Bortignon, então bispo de Pádua.
Desde então, o dia 13 de junho é celebrado com especial devoção. Ao longo destes 75 anos, a presença da relíquia moldou a espiritualidade local e fortaleceu a fé dos fiéis, que continuam a recorrer ao "Santo dos Milagres" nas terças-feiras e nas celebrações mensais em sua honra.
Na tradição da Igreja, o culto às relíquias está profundamente enraizado na comunhão dos santos. As relíquias — que podem ser do corpo dos santos ou objetos ligados à sua vida — não são adoradas, mas veneradas, pois apontam para a santidade daqueles que foram íntimos de Deus. Ao tocar ou rezar diante de uma relíquia, os fiéis são convidados a recordar que a graça divina age na história concreta, por meio de homens e mulheres que, como Santo Antônio, viveram profundamente unidos a Cristo.
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